Associação ACEGIS

15 de janeiro de 2019

Martin Luther King faria hoje 90 anos.

Martin Luther King nunca desistiu do sonho de ver “filhos de ex-escravos e filhos de ex-proprietários de escravos sentados à mesa da fraternidade”. Hoje comemoramos a sua vida e legado.

Martin Luther King-ACEGIS-2020

Martin Luther King

Martin Luther King (1929-1968) foi um ativista norte-americano, lutou contra a discriminação racial e tornou-se um dos mais importantes líderes dos movimentos pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.

Recebeu o Prémio Nobel da Paz de 1964.

«Eu tenho um sonho. O sonho de ver os meus filhos a serem julgados pela sua personalidade e não pela cor da sua pele

Nascido no dia 15 de janeiro de 1929, em Atlanta, na Georgia, King Jr. ficou conhecido pela sua liderança na resistência não violenta e por lutar contra o preconceito racial nos Estados Unidos.

Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. O seu legado prevalece até aos dias de hoje e muitas das mensagens continuam atuais. A luta pelo direito ao voto, o combate ao racismo e às desigualdades, despertou a consciência do país e do mundo na  construção de uma sociedade mais justa e pacífica. 

Nunca desistiu do sonho de ver “filhos de ex-escravos e filhos de ex-proprietários de escravos sentados à mesa da fraternidade”. 

A defesa da paz no mundo era a sua grande causa. Em 1964, com apenas 35 anos, torna-se na pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz. Destacando-se pela sua capacidade de liderança pela não violência e pelo fim do preconceito racial nos Estados Unidos.

“I have a dream”, o discurso mais famoso de Martin Luther King

Foi a 28 de agosto de 1963 em Washington, Martin Luther King proferiu um dos mais belos discursos de todos os tempos na história da humanidade.

Foi em Washington, e no mesmo local onde se encontra a estátua do Presidente  Abraham Lincoln, responsável pela aprovação da 13ª Emenda à Constituição americana, que tornou ilegal a escravidão nos Estados Unidos. 

Duzentas e cinquenta mil pessoas assistiram ao vivo, diante do Lincoln Memorial. Milhões viram-no na televisão ou ouviram-no na rádio.

As três televisões que existiam na altura cobriram o discurso ao vivo. Ao longo dos 55 minutos, Martin Luther King repete a frase “I Have a Dream” oito vezes.

Um ano depois deste discurso, em 1964, Martin Luther King ganhou o Prémio Nobel da Paz, sendo na altura a pessoa mais jovem a receber este galardão, com 35 anos de idade. Em 1968, o Dr. Martin Luther King foi assassinado enquanto estava na varanda do hotel onde estava hospedado.

Martin Luther King defendia que todos nasciam iguais e acreditava numa nação que não julgasse os homens pela cor de sua pele mas sim pelo seu carácter.

 

«As pessoas oprimidas não podem permanecer oprimidas para sempre.»

Em 1986 foi estabelecido um feriado nacional nos Estados Unidos para homenagear Martin Luther King, o chamado Dia de Martin Luther King – sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário de King. Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os estados do país.

O tema do racismo continua a ser muito atual, mesmo passados noventa do nascimento de Martin Luther King.

O racismo é terreno fértil para o autoritarismo, a opressão a negação dos direitos humanos

 

O racismo, a discriminação e a xenofobia estão a ser generalizadas e há uma resistência renovada na defesa das liberdades e garantias individuais que têm por base os direitos humanos, a igualdade e a dignidade humana. 

 

A persistente desvalorização do fenómeno  do racismo, dos discursos de ódio e intolerância são muito comuns. O historial das injustiças cometidas contra as pessoas africanas e/ou de origem africana – nomeadamente a escravatura, o apartheid racial, os genocídios no contexto do colonialismo europeu e do comércio de escravos –continua a não merecer amplo reconhecimento. Porém, a característica mais nefasta da discriminação racial reside precisamente na sua negação, na distorção dos factos históricos e científicos, cada vez mais alimentados por movimentos autoritários, populistas e extremistas, que conduzem à fragmentação da sociedade e são uma ameaça direta à nossa democracia.

O caso George Floyd

 
Em 2020, na sequência da morte de George Floyd milhares de pessoas saíram à rua por todo o mundo, e em várias  cidades europeias em em solidariedade com os protestos nos Estados-Unidos insurgindo‑se contra o racismo e manifestando o  apoio ao movimento «Black Lives Matter». 
 

 

Os protestos expuseram o amplo alcance do racismo sistémico e estrutural nas sociedades democráticas, particularmente a questão da violência policial e no acesso à justiça criminal das vítimas. E impulsionaram o movimento contra o racismo de que são alvo as pessoas negras e as minorias étnicas, lançando o debate sobre o racismo enraizado em estruturas historicamente repressivas do colonialismo e do comércio transatlântico de escravos.

A dimensão dos protestos globais na sequência da morte de George Floyd demonstraram que os Governos não podem continuar a ficar calados sobre o racismo sistémico.

 

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