Associação ACEGIS

“Construtoras de Futuros”. Dia Internacional das Mulheres

Por ocasião do Dia Internacional das Mulheres que se assinala no dia 8 de março, vai realizar-se no Pavilhão do Conhecimento o evento “Construtoras de Futuros”, numa organização conjunta entre a Ciência Viva com a Ministra de Estado e da Presidência, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade.

Este momento pretende assinalar e promover o debate sobre a participação das mulheres na ciência, engenharias e tecnologias, dando destaque ao combate à segregação das escolhas profissionais em razão do sexo.

Para isso estão programados vários momentos, nomeadamente um desafio de engenharia, construindo artefactos a partir de tralha tecnológica, um debate em formato de café-ciência “Mulheres Construtoras de Futuros”, com a participação de mulheres cientistas, políticas, engenheiras ou empresárias, e a entrega dos prémios do desafio Engenheiras em Ação.

A entrada é gratuita.

Indicadores Estatísticos

Portugal é um dos cinco países europeus com mais mulheres nas áreas da ciência e engenharia. Segundo dados do Eurostat, em 2018, metade dos cientistas e engenheiros em Portugal eram mulheres, um valor superior à média da União Europeia (41%). Portugal é também o país da OCDE com maior percentagem de mulheres em cursos superiores nas áreas científicas (57%), superando a média desta organização de países, que é de 39%.

Se na generalidade das ciências e na matemática a proporção de mulheres é elevada, nas engenharias e nas tecnologias de informação e comunicação (TIC) a desigualdade de géneros ainda é significativa, estando as mulheres sub-representadas nas universidades e nas empresas, em particular nos cargos de topo. Em Portugal apenas 30% dos dirigentes de instituições de ensino superior e 28% dos investigadores em empresas são mulheres, segundo dados do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (2018).

Temos de melhorar

Actualmente, as mulheres representam duas em cada dez profissionais das TIC em Portugal, sendo que essa proporção diminuiu de 17,1% em 2005 para 14,7% em 2018, acompanhando uma tendência que se verifica também na Europa. Relativamente à formação, de acordo com dados da Pordata, as raparigas representam 19,7% dos estudantes que em 2018 ingressaram pela primeira vez em cursos superiores na área das TIC e 20,8% dos que concluíram os cursos nestas áreas.

Quanto às expectativas de vir a trabalhar em TIC, uma área com grande potencial de empregabilidade e de importância estratégica para desenvolvimento económico e social, observam-se também desigualdades consideráveis entre rapazes e raparigas adolescentes. O estudo do European Institute for Gender Equality, de 2018, Women and Men in ICT: A Chance for Better Work-Life Balance, indica que entre as jovens portuguesas essa expectativa é de 0,2%, uma das mais baixas da União Europeia.

Conforme destaca o relatório She Figures, 2018, em média, há um amplo equilíbrio de género na formação universitária, em particular no que toca ao número de doutorados. No entanto, a distribuição de profissionais graduados pelas diferentes áreas científicas é desigual e demonstra ainda a persistência de estereótipos de género, que é especialmente forte nas áreas das engenharias e tecnologias de informação e comunicação.

Existe ainda um longo caminho a percorrer para alcançarmos o equilíbrio de género num futuro próximo e potenciar todos os talentos, de homens e mulheres, disponíveis para dar respostas aos grandes desafios da sociedade.

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Use as hashtags #pavilhaodoconhecimento · #cienciaviva · #diadasmulheres · #portugalmaisigual

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